terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Trem

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" Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas
que, acreditamos, farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade,
infelizmente, em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de
seu carinho, proteção, amor e afeto. Mas isso não impede que, durante a
viagem, embarquem pessoas interessantes que virão a ser especiais para nós.

Embarcam nossos irmãos, amigos e amores. Muitas pessoas tomam esse trem
a passeio. Outros fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no
trem há, também, pessoas que passam de vagão a vagão, prontas para ajudar
a quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de
tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros
acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa
viagem separados deles. Mas claro que isso não nos impede de, com grande
dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é
aceitarmos que não podemos nos assentar ao seu lado, pois outra pessoa estará
ocupando esse lugar.

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas,
embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta. Façamos, então,
essa viagem, da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento
com todos os passageiros, procurando em cada um deles o que tem de melhor,
lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e,
provavelmente, precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos algumas
vezes. E, certamente, alguém nos entenderá.

O grande mistério, afinal, é que não sabemos em qual parada desceremos.
E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim.
Deixar meus filhos viajando nele sozinhos será muito triste. Separar-me
de alguns amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.
Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação
principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham
quando embarcaram. E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma,
eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa. Agora, nesse
momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem
as pessoas.
Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua
velocidade...
- Quem entrará?
- Quem sairá?

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a
representação da morte, mas, também, como o término de uma história de algo
que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo íntimo, deixaram
desmoronar.

Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de
reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver,
é tirar o melhor de "todos os passageiros".

AGRADEÇO A DEUS POR VOCÊ FAZER PARTE DA MINHA VIAGEM, E POR MAIS QUE
NOSSOS ASSENTOS NÃO ESTEJAM LADO A LADO, COM CERTEZA O VAGÃO É O MESMO.

DEUS TE ABENÇOE HOJE E SEMPRE... "

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Não sei o nome do Autor do Texto, porem ele se encaixou perfeitamente com algumas passagens que tem acontecido ultimamente na minha vida, por isso decidi posta-lo ...

Seja quem for que estiver lendo, se estiver alguem lendo, possa talvez quem sabe se identificar com o mesmo da mesma forma a qual me identifiquei, e quem sabe ate um conforto ou um boa reflexão ...